Ahhhhhhhh! Depois de uns 4 meses sem aparecer por aqui, do nada, me surgiu uma vontade de escrever! Maravilha, hein? Acabo de ler meu antigo post. E Jesus amado... Quem é aquela pessoa deprê, sem esperança nenhuma? O tempo passou, e agora está aqui, outra pessoa. O bom da vida é isso, o tempo passsssa... Como diz minha mãe, “tudo passa nessa vida tudo passa!” Enfim, mesmo estando eu aqui, feliz e contente, acaba de me vir à cabeça um assunto mui polêmico. A violência contra a mulher. “WOW!” Você deve estar pensando, “DE ONDE VOCÊ TIROU ISSO?” Pois bem, meu caro... De algumas de minhas aulas de Direito, e não só delas, mas também do que vemos na sociedade. Infelizmente, acontece constantemente, em lares mais próximos do que você imagina.
Este é o tipo de assunto, que me deixa um tanto quanto revoltada. O que leva o homem a querer humilhar a mulher que ele decidiu se casar? Estou a princípio aqui, falando da Lei Maria da Penha, que defende a mulher contra a violência feita por uma ligação afetiva. Ou seja, a violência feita pelo marido, namorado, noivo...
Maltrata, humilha, xinga, mas mesmo assim quer vê-la ali ao seu lado. E o mais curioso de tudo, é que essa mulher “coitada”, acha que ele tem razão. Você tá entendendo... Ela dá razão ao marido de ter batido nela naquele certo dia, porque neste dia, ela estava usando um vestido um pouco justo, e não deveria. É um absurdo. Penso no seguinte método, se ele começar a xingar, já perdeu o respeito. A mulher não pode aceitar, nem de brincadeira. É por aí que começa a violência. Ele notando que foi aceito, continua. Nisso daqui a pouco, usa sua força pra espancar a mulher, por causa de ciúmes ou paranoia da cabeça. Ela fica na esperança que foi só dessa vez, que ele se descontrolou, por causa do IMENSO AMOR que sente por ela. Sinto lhe informar, mas na maioria das vezes, 99,9% (dado criado por mim), o homem continua com as agressões físicas. É muito triste. Algo mais triste ainda é saber que no Brasil, a cada 4 minutos, uma mulher é espancada. E eu aqui, sem poder fazer nada... Me revolta. Os xingamentos, já machucam muito por dentro. Imagine um olho roxo. E quando o desgraçado tem aquele momento santo que baixa uma vez ao mês (e olhe lá), de ser carinhoso? A mulher já se ilude, pensa que ele voltou a ser a pessoa romântica que ela conheceu. E com isso, aquela ideia e vontade de denunciá-lo, que ela estava finalmeeeente tomando coragem de fazer, foram pro espaço. Precisamos entender que essa mulher está num nível de carência acima do normal. Quando qualquer expressão de carinho é demonstrada, ela já se sente querida de novo e apaga tudo de negativo, que o agressor lhe fez.
Agora é de se perguntar... O que se passa na cabeça dessa mulher que sofre com um monstro desses dentro de casa? Provavelmente, medo constante. Medo de seu marido acordar com ódio do trabalho, medo dele não gostar da quantidade de sal que ela pôs na comida. Porque todos esses exemplos bobos, são as desculpas necessárias para bater nela.
Meu objetivo aqui não é julgar a mulher que não tem coragem de denunciar. Existe gente acéfala que chega a pensar (bem paradoxo): “COMO ASSIM, SE FOSSE COMIGO, JÁ TERIA DENUNCIADO FAZ TEMPO... COMO QUE ELA AGUENTA ISSO? É MUITO BURRA MESMO. AH, E ATÉ QUE MERECE APANHAR... OLHA O TIPO DE ROUPA QUE ELA USA.” Não se pode pensar assim. Precisamos entender que não é nada fácil tomar este tipo de decisão. Ainda mais, quando na maioria das vezes, não tem apoio familiar. Parentes chegam a duvidar da mulher. Ela se sente retraída e ainda por cima tem pena de ver o marido atrás das grades. Não deve ser nada fácil amar a esse ponto. Então, temos que ajudar! #180 É o número para ligar em caso de qualquer agressão, física ou moral. Lá eles vão respeitar, ao contrário, de certos policiais insensíveis que não sabem lidar com o psicológico dessas mulheres. Eles estão preparados pra ajudar quem precisa.
Eu continuaria escrevendo sobre isso, mas a vontade passou. Hehe. É isso aí... Agora a vida tá mais tranqüila, voltarei a escrever e dessa vez, com freqüência! Me aguardem.