quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pensamentos, desabafos


O ano está acabando.. Graças ao meu bom Deus. Quem já não aguenta mais aulas, quem já cansou de pegar ônibus todo dia, quem já não suporta mais o estágio? Eu o/// ! Uhul!

Hehehehe Não que eu esteja reclamando, eu só estou cansada mesmo. E olha que recentemente fiz uma viagem. Descansei a cabeça, o corpo não. =/ Bom, falando nisso, como é engraçada a vida. A cada dia que passa, parece que nada mudou. Por exemplo, de ontem pra hoje, a única coisa que mudou foi a minha olheira que pelo visto aprofundou mais. Fora isso, mais nada. E por que será que quando passa um ano, tudo muda? Mantenho um diário secreto que, bom, agora não é mais secreto. E só de ler as coisas, vejo como eu era infantil, exatamente há um ano.  Fico perplexa imaginando como eu devo ser uma pessoa retardada hoje em dia. Não que eu ligue o que os outros pensem. Mas às vezes me vejo fazendo coisas tão idiotas... Queimando meu filme de um jeito tremendo, que chega a dar vergonha alheia de mim mesma. É isso mesmo, não venha me corrigir. Vergonha alheia de mim mesma, minha alma transcende o meu corpo e me vejo fazendo tais coisas. O que será que pensam de mim? (Depois digo que não ligo pra opinião alheia... há há há ) A questão é, se eu for me controlar em tudo que eu acho que está de errado comigo, eu não vivo! Esses dias mesmo, uma senhora me disse que pareço ser mais velha de longe, mas quando conversam comigo, percebem como sou novinha. Tomei esse “novinha” como “bobinha”. Pra quê? Uma raiva por causa dessa besteira. E coitada, ela falou na maior inocência possível, mal sabia ela que eu ia ficar tão paranoica por causa disso.

Será que falo muita besteira? Sim ou com certeza?

Uma coisa que tento parar de fazer é julgar as pessoas, mas é quase inevitável. Julgo no meu pensamento. Gosto de admirar cada gesto, cada expressão. Como o ser humano é agradável de olhar. Alguns. Já outros... Lamentável. Julgo não pela aparência, e sim pelas atitudes. Julgar pela aparência é covardia demais. Bom, to sendo hipócrita pra caramba agora. Mas é isso aí, vai que escrevendo, isso entra na minha cabeça. Por exemplo, não julgo a pessoa por ela ter tatuagem, por ela ser forte, por ela ser gorda. Agora uma pessoa que usa uma crocs DIARIAMENTE, aí essa sim eu julgo pra valer. E o mais importante, tudo no meu pensamento, galera... Tudo fluindo na mente. Nada de apontar e ficar comentando. Porque aí você já tá de sacanagem. Deixa que o simancol vai chegar algum dia pra pessoa por conta própria, com a ajuda daquele mesmo tempo que eu estava comentando. “O tempo é sábio, o tempo é ouro, o tempo é rei!” O tempo passa, isso é o mais importante de tudo. Um dia a gente cresce, ô GLÓRIAAA!rs

Bom, e cada pessoa tem o seu jeitinho. Digo logo que o meu jeitinho é estranho. Sei disso porque as pessoas mais próximas a mim, dizem que tenho problema. Ou que sou a pessoa mais engraçada que elas conhecem. Não sei da onde tiram isso. Não vejo graça em nada que eu falo. E não tô dizendo isso pra chamar atenção. Sei que sou uma pessoa alegre, agora engraçada está longe de ser a mesma coisa que alegre.  Eu assisti a um vídeo sobre doenças mentais. Doenças no cérebro. Disse que a cada 4 pessoas, 1 pessoa tem alguma doença mental. Pra vocês terem noção tô juntando dinheiro pra ver se eu sou uma dessas. Na verdade, só pra confirmar, porque eu já tenho quase certeza. Eu confundo tanto as coisas. Tudo no meu cérebro tá errado, e quando eu falo às coisas que eu penso, as pessoas riem. Aí me vem à cabeça, tem alguma coisa de errado nisso ae, Michelle... E então que eu paro pra perceber, que merda foi aquela que eu acabei de falar. São tantas pérolas as minhas, que eu fico rezando pra não acontecer mais de uma por semana. Até quando acontece, e só eu presencio, eu tento deixar em segredo. Porque se não vai ser mais um motivo de zoação. Já me acostumei com a zoação, não vejo como bullying, longe disso. Até acho justo zoarem as coisas que eu faço, falo... Porque sério, se eu fosse listar aqui. Vocês concordariam com os meus amigos, familiares e etc. Deveria escrever um livro. E por isso que eu digo, ficaria até feliz em saber que possuo alguma falha no cérebro (Deus que me perdoe) porque com certeza justificaria grande parte da minha vida. Resumindo,  quero deixar bem claro que essas minha falhas não são devido a burrice. Porque se tem uma coisa que eu não admiro nesse mundo, é a burrice. Recebo correções de braços abertos, estou sempre disposta a melhorar. Por isso digo e repito.. eu só posso ter algum problema. Pra vocês que nesse exato momento estão me julgando, achando que estou exagerando, por favor, venham conviver comigo 24/7 durante uma semana. Garanto diversão. É isso o que parece que eu sou tipo aqueles bobos da corte. Divirto todo mundo, sem nem saber o porquê. Até que acaba sendo legal. E pra vocês que estão sentindo pena de mim... PARE!!! Hehe Até que eu sou feliz. Valeu o desabafo. 

domingo, 8 de abril de 2012

Refletindo...

             

                Ontem, eu tive o prazer de assistir ao filme As mães de Chico Xavier. É um pouco entediante, mas vale a pena assistir. Bom, uma das mães perdeu o filho de quatro aninhos. O menino passeava de bicicleta com a babá, que se assusta com um cachorro, perde o controle da bicicleta e ele cai. Nisso, ele feriu a cabeça e precisou levar 2 pontos. Depois de alguns dias foi para UTI com muita dor de cabeça e veio a falecer. O pai da criança pensou até em denunciar a babá para polícia. Queria que ela pagasse pelo o que fez. A mãe sofreu bastante, sem entender porque seu filho teve que partir tão cedo. Decidiu procurar o Chico Xavier, pra tentar conseguir alguma comunicação com o seu filho. O Chico sabendo do ocorrido, pergunta: Você já agradeceu a babá? Ela surpresa, diz: Agradecer? Eu já perdoei, mas agradecer? Agradecer não. Aí, o Chico diz: Você deveria agradecer, pois a morte do seu filho já tava destinada a acontecer. Imagina se ele tivesse caído dos seus braços, você não iria se perdoar nunca. Chico então explica que a babá foi apenas um instrumento. O filho, mais tarde, manda notícias para a mãe, através de uma carta psicografada de Chico. Ele explica que já nasceu com a doença e a pede pra não culpar a babá. Disse que a queda só agilizou o que iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Essa cena me tocou bastante. Impressionante. Perdoar já é difícil. Imagine agradecer. Me fez refletir... Então precisamos crescer espiritualmente a tal ponto, pra além de perdoar, aprender a agradecer! 


 Feliz Páscoa, gente! :)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Dicas preciosas

Depois de um tempinho sem aparecer, resolvi dar as caras, pra felicidade da nação¹. Vim dar umas cinco dicas iradas de como ganhar pessoas. O mais interessante de tudo é que essas dicas funcionam. Tudo bem que eu não tenho nem uma mão de amigos. Colegas eu tenho uma penca. Mas não é disso que estou falando. Estou falando de você conquistar pessoas com simples gestos. São dicas que quero que você tente seguir todos os dias. É um teste diário. Eu me vejo todo dia, me corrigindo por algo que fiz ou deixei de fazer. Bom, aí vai...

A primeira dica é: NUNCA CRITICAR, RECLAMAR OU CONDENAR ALGUÉM.
Da maneira que eu vejo, criticar é a coisa mais idiota do mundo. Primeiro porque a pessoa que está sendo criticada, não aprecia nem um pouco o que está ouvindo. Logo, ela deixa de escutar o que sai da sua boca, no instante que você aponta o dedo e começa a falar mal dela.  Tudo bem que o cara é um preguiçoso, não faz nada, só pensa em dormir, não te ajuda nos trabalhos. Mas você acha realmente que ele vai querer melhorar em algo, ouvindo dizer que ele é um zero à esquerda? Óbvio que não! A crítica ruim tem um poder imenso de desmoralizar os empregados, parentes, amigos e mesmo assim não corrigir a situação. Só serve pra você se sentir aliviado na hora, por ter apontado o defeito da pessoa diversas vezes. A gente tem que se tocar que a crítica tende a voltar pro lugar da onde saiu. A pessoa vai tentar justificar o seu próprio erro, apontando pra você. Só tenta observar pra ver se isso não é verdade...  A não ser que você seja, o chefe de turma ou o patrão da pessoa. Neste caso, ela vai falar de mal de você para os outros. Qualquer idiota tem a capacidade de reclamar, condenar e criticar. E a maioria assim o faz. Mas a gente precisa ter caráter e controle sobre nós mesmos pra compreender o cidadão e saber perdoar.
Bom, a segunda dica meio que embala a primeira: VALORIZAR O MELHOR DAS PESSOAS.
Vou partir logo pro meu exemplo. Aqui em casa, trabalha um rapaz que cozinha. Os almoços dele no começo eram sem graça. Um belo dia, ele caprichou um pouco mais no almoço (deu pra notar por causa do horário). Nisso fomos almoçar e lá estava uma mesa muito bem posta, como sempre. Mas dessa vez ele informou que estava testando uma receita nova: panquecas. Uma delícia, Nossa Senhora, fiquei impressionada. Fiz questão de chegar nele e falar: “Fulano, que almoço dos deuses foi esse? Que delícia, tava tudo muito bom! Caraca, obrigada por caprichar tanto, meu dia chega melhorou! =) ” Gente, é impressionante, usem mais elogios sinceros. Dá muito certo. Imaginem se eu tivesse chegado qualquer outro dia nele e dissesse a mesma coisa, mesmo quando o seu almoço não estivesse lá essa maravilha. Primeiro que ele ia se iludir com uma mentira e segundo que ia pensar que eu me contento com pouco. “Pra que caprichar, se um almoço simples/sem graça desses a deixa feliz?” Só sei que depois daquele dia os almoços dele têm sido na sua maioria, muito bons. E eu estou falando sério. Quando você for a um restaurante do tipo que for, e a comida estiver boa, faz questão de mandar um recado pro Cozinheiro (a). Agora, por favor, não confundam um elogio sincero com bajulação, que só serve pra encher o ego da pessoa. Qual a diferença entre um elogio sincero e bajulação? Um sai do coração e o outro dos dentes pra fora. Pois é, bajulação é falar pra pessoa exatamente o que ela pensa de si mesma. Isso não é legal. Se nós parássemos de pensar um pouquinho em nós, conseguiríamos prestar mais atenção nas coisas boas das pessoas e assim, pararíamos de bajula-las com elogios falsos, que conseguem ser percebidos antes mesmo da gente abrir a boca. Um grande exemplo que eu vejo toda hora e todo lugar, é: “Ai, amiga... Que linda, arrasou!!!!”  E nem a própria amiga acredita, por que ela não é cega, se viu no espelho antes de sair de casa e sabe que está horrível. Agora, quando a pessoa se arrumou, se maquiou, tá pra matar qualquer um, ela sabe que está bonita e vai ficar feliz que alguém perceba o tanto que ela se produziu praquele tal evento. Resumindo, uma coisa que percebo é que elogios sinceros conseguem mais resultados do que críticas e reclamações.
A terceira dica é: DESPERTAR NAS PESSOAS UMA VONTADE DE QUERER FAZER O QUE VOCÊ QUER.
Ok parece estranho. Eu sei.  É mais complicado do que estranho. Mas quem consegue fazer isso, consegue tudo em suas mãos. Foram poucas vezes que deu certo comigo, e eu me senti a pessoa mais inteligente do planeta Terra. Haha. Pra quê ficar falando mil horas no que a gente quer? Isso é coisa de mongolóide. É óbvio que você é interessado no que você quer. Mas ninguém mais tá interessado no que você quer, além de você mesmo. Todo o resto da sociedade é que nem você: a gente só se interessa no que a gente quer.  Então a única maneira de influenciar outras pessoas, é falar no que elas querem e tentar mostrar o jeito delas conseguirem o que elas querem. Se eu quero que alguém faça algo, antes de eu falar, eu paro e penso: ”Como eu consigo fazer essa pessoa querer fazer o que eu quero?” Um exemplo, foi nesses tempos, eu com minha família/amigos. A gente queria que o único que não tava a fim de jogar, viesse jogar mexe-mexe conosco. Porque quanto mais gente melhor. Ele não queria, pois segundo ele, não sabia lidar com jogos de cartas, não fazia idéia de como jogar.  A gente insistindo e ele resistindo. Nisso, decidimos começar o jogo. Todo mundo empolgado, animado, por causa das mexidas que tem que fazer. E ele forever alone no canto só olhando, tentando entender o que nos deixava tão intrigados. De vez em quando ele passava do nosso lado pra ver o que é que animava tanto todo mundo. Nisso, antes mesmo de acabar a partida, ele passa e diz: “Érr... Será que posso jogar na próxima rodada?” Ou seja, BINGO! Ele acabou querendo jogar por si próprio. Conseguimos o que queríamos: mais uma pessoa pra jogar conosco. Confesso que forcei um pouco a empolgação, só pra ele querer se unir a nós. Hehe.
A quarta dica é: SE INTERESSAR PELAS PESSOAS.
Não, não é o interesse sexual que estou falando. E sim se interessar pelo o que a pessoa é. Eu percebo que de qualquer conversa minha com alguém, a palavra que mais é dita, é: eu. “Eu isso, eu aquilo”. De ambas as partes. As pessoas se importam somente com o que elas fazem, o que elas gostam, o que elas pensam. Caramba é mais fácil conseguir fazer amigos se interessando genuinamente neles, do que tentar fazer pessoas se interessarem em você. Uma besteira é você passar pelo porteiro do seu prédio e perguntar se tá tudo bem com ele, com a família dele! Nossa, faz isso uma vez, mostra praquela pessoa que ela existe. Você vai notar, ela chega a estranhar, mas no fundo se sente importante. Tenta falar com um gari uma vez na vida. Pode ter certeza que ele não morde. Outro dia, dormi na casa de uma amiga, e pra sair do condomínio dela é um labirinto. Eu sem querer incomodá-la, pois ela mora no décimo segundo andar, falei com um cara super sério que varria o chão do condomínio. Primeiro passo: Sorria. Um sorriso desarma a pessoa. Pronto, eu sorri e disse: “Bom dia!” Ele meio que me estranhando, respondeu: “Bom dia, moça.” Nisso, eu perguntei:  “Moço, você pode me ajudar a sair desse labirinto, por favor?”(Isso o tempo todo sorrindo =D) Aí ele: “Claro, moça, vou te mostrar o caminho...” Aí eu interrompendo: “Nãoo, mas não quero atrapalhar seus serviços.” Aí ele: “Que isso, já tava até terminando aquela área.” Nisso, ele segurou sua vassoura com a mão esquerda e me levou até a saída do condomínio. Até aí, pode até não ter sido nada demais pra você. Mas pra mim já tinha sido fenomenal. No final, eu fiquei muito grata mesmo, ofereci minha mão pra ele apertar. “Nossa, muito obrigada... (com mão estendida)” Ele demorou uns dois segundos. Eu via pela expressão no seu rosto, que não estava acreditando que eu queria apertar sua mão. Mas logo, apertamos as mãos e finalmente um sorriso enorme apareceu no rosto dele. Tudo bem que eu não cheguei nele e perguntei como tinha sido o dia dele. Mas eu o tratei como gente, coisa que muita gente não faz. Existem pessoas que não olham na cara de gente que é de um nível mais baixo que o seu, porque ela é algum tipo de ser superior. Só olha e conversa com pessoas do seu nível. Passa e finge que não vê. E o pior de tudo, é que eu conheço um monte de gente assim. Eu já fui assim... Isso mesmo, passado. E nossa como sinto vergonha disso.
A quinta dica e será curta, é: SORRIA, TIRE A TRISTEZA DESSA CARA, CELEBRE QUE O TEMPO NÃO PARA... ²
Um sorriso de certa forma enriquece a pessoa que o recebe, sem te deixar mais pobre.  Acontece num segundo, mas a memória de um sorriso pode ficar pra vida inteira. Eu pelo menos quando conheço alguém que sorri pra mim, fico mais feliz. Eu penso o quanto que aquela pessoa deve ser gente boa, afinal, acabamos de nos conhecer e ela já está sorrindo sem eu ter dito nada demais. Nos dias de hoje, é comum nós vermos gente séria, estressada, preocupada com a vida. Então, quando vem alguém com um sorriso, nós estranhamos. Mas claro que gostamos. Ainda mais se for aquele cara lindo maravilhoso, ou então aquela garota que tem um sorriso lindo, hein? Hehe. Por favor, sorria! Toda vez que estiver saindo de casa, joga fora a cara de emburramento e coloca um sorriso no rosto. Dá um aperto de mão forte nos seus amigos com um belo sorriso. Não fica com medo de ser entendido errado. Vai lá e faz. Uma vez eu li algo do tipo: “Ninguém precisa mais de um sorriso tanto quanto aquele que não dá sorriso algum.” Esse sim é um necessitado... Espero que eu não esteja te descrevendo.

Bom, é isso aí... Espero que tenham gostado. Tenho tentado fazer um pouco de tudo isso, todos os dias. É mais difícil do que parece. Tentem fazer também. Vou tentar postar mais aqui, pois este é um blog super acessado. Claro, graças a você, que acabou de ler.

[1] Ilusão.
[2] Eu juro que não assisto Faustão. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A vida está bela, mas nem tanto.

            Ahhhhhhhh! Depois de uns 4 meses sem aparecer por aqui, do nada, me surgiu uma vontade de escrever! Maravilha, hein? Acabo de ler meu antigo post. E Jesus amado... Quem é aquela pessoa deprê, sem esperança nenhuma? O tempo passou, e agora está aqui, outra pessoa.  O bom da vida é isso, o tempo passsssa... Como diz minha mãe, “tudo passa nessa vida tudo passa!” Enfim, mesmo estando eu aqui, feliz e contente, acaba de me vir à cabeça um assunto mui polêmico. A violência contra a mulher. “WOW!” Você deve estar pensando, “DE ONDE VOCÊ TIROU ISSO?” Pois bem, meu caro... De algumas de minhas aulas de Direito, e não só delas, mas também do que vemos na sociedade. Infelizmente, acontece constantemente, em lares mais próximos do que você imagina.
           Este é o tipo de assunto, que me deixa um tanto quanto revoltada. O que leva o homem a querer humilhar a mulher que ele decidiu se casar? Estou a princípio aqui, falando da Lei Maria da Penha, que defende a mulher contra a violência feita por uma ligação afetiva. Ou seja, a violência feita pelo marido, namorado, noivo...
            Maltrata, humilha, xinga, mas mesmo assim quer vê-la ali ao seu lado. E o mais curioso de tudo, é que essa mulher “coitada”, acha que ele tem razão. Você tá entendendo... Ela dá razão ao marido de ter batido nela naquele certo dia, porque neste dia, ela estava usando um vestido um pouco justo, e não deveria. É um absurdo. Penso no seguinte método, se ele começar a xingar, já perdeu o respeito. A mulher não pode aceitar, nem de brincadeira. É por aí que começa a violência. Ele notando que foi aceito, continua. Nisso daqui a pouco, usa sua força pra espancar a mulher, por causa de ciúmes ou paranoia da cabeça. Ela fica na esperança que foi só dessa vez, que ele se descontrolou, por causa do IMENSO AMOR que sente por ela. Sinto lhe informar, mas na maioria das vezes, 99,9% (dado criado por mim), o homem continua com as agressões físicas. É muito triste. Algo mais triste ainda é saber que no Brasil, a cada 4 minutos, uma mulher é espancada. E eu aqui, sem poder fazer nada... Me revolta. Os xingamentos, já machucam muito por dentro. Imagine um olho roxo. E quando o desgraçado tem aquele momento santo que baixa uma vez ao mês (e olhe lá), de ser carinhoso? A mulher já se ilude, pensa que ele voltou a ser a  pessoa romântica que ela conheceu. E com isso, aquela ideia e vontade de denunciá-lo, que ela estava finalmeeeente tomando coragem de fazer, foram pro espaço. Precisamos entender que essa mulher está num nível de carência acima do normal. Quando qualquer expressão de carinho é demonstrada, ela já se sente querida de novo e apaga tudo  de negativo, que o agressor lhe fez. 
         Agora é de se perguntar... O que se passa na cabeça dessa mulher que sofre com um monstro desses dentro de casa? Provavelmente, medo constante. Medo de seu marido acordar com ódio do trabalho, medo dele não gostar da quantidade de sal que ela pôs na comida. Porque todos esses exemplos bobos, são as desculpas necessárias para bater nela.
      Meu objetivo aqui não é julgar a mulher que não tem coragem de denunciar. Existe gente acéfala que chega a pensar (bem paradoxo): “COMO ASSIM, SE FOSSE COMIGO, JÁ TERIA DENUNCIADO FAZ TEMPO... COMO QUE ELA AGUENTA ISSO? É MUITO BURRA MESMO. AH, E ATÉ QUE MERECE APANHAR... OLHA O TIPO DE ROUPA QUE ELA USA.” Não se pode pensar assim. Precisamos entender que não é nada fácil tomar este tipo de decisão. Ainda mais, quando na maioria das vezes, não tem apoio familiar. Parentes chegam a duvidar da mulher. Ela se sente retraída e ainda por cima tem pena de ver o marido atrás das grades. Não deve ser nada fácil amar a esse ponto.  Então, temos que ajudar! #180 É o número para ligar em caso de qualquer agressão, física ou moral. Lá eles vão respeitar, ao contrário, de certos policiais insensíveis que não sabem lidar com o psicológico dessas mulheres. Eles estão preparados pra ajudar quem precisa.  

Eu continuaria escrevendo sobre isso, mas a vontade passou. Hehe. É isso aí... Agora a vida tá mais tranqüila, voltarei a escrever e dessa vez, com freqüência! Me aguardem.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O dia de hoje.

“Quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela.”  
Será mesmo?  
Bom, to com esperança que seja verdade sim.
            Tendo a ser muito supersticiosa, não sei se querer acreditar em ditados populares chega a ser superstição. Porém, sou do tipo que lê o horóscopo todos os dias, do tipo que soma os números das datas, pra ver se vai bater com o meu número crítico. Pois é, o dia 12 desse mês bateu no 4. A única coisa que eu pensei foi: "Putz, ferrou...". Eu estou com uma certa esperança nesse ditado, primeiro porque a casa caiu pra mim. Uma porta enorme, onde havia escrito: UnB - se fechou. Me esforcei, dei o melhor de mim, pra chegar um gabarito e jogar na minha cara que eu não fui “good enough”. Que eu fracassei mais uma vez, e pra arruinar todos os planos que eu tinha feito pro futuro. 
            Quem lê isso, pensa: “Que exagero...”  Que exagero nada. Sei que sou nova ainda, há muito pela frente e blá blá. Mas eu tenho a consciência de que no fundo, tô decepcionando aqueles que mais se importam comigo. Aqueles que acreditaram, que essa seria a vez em que eu traria algum tipo de orgulho pra dentro de casa. Tô me sentindo mais uma vez, derrotada. Posso lhe dizer, que não é a melhor sensação que existe. Mas esse sentimento há de passar logo, pra que eu volte com força pra lutar de novo. Argh, lutar... Que preguiça de lutar, de viver. E esse tentar de novo, quem disse que eu to afim mesmo? De querer me iludir mais 6 meses, pensando que dessa vez eu me preparei pra valer, dessa vez eu vou arrasar, sendo que no fundo eu vou ter aquele medo de sempre. Aquele medo que me diz: “Será que essa porcaria do cespe não vai te pegar de novo?”  Sei que sou uma baby, mas já cansei de depender de tudo e de todos. Quero ser independente, não pra poder viver loucamente, como é o desejo de muitos. Mas sim pra deixar meus pais livres de mais estresse, que hoje em dia se resume numa única palavra: dinheiro. 
            Essa pressão e esses pensamentos, contribuíram com muitas das minhas noites de insônia desse bendito ano de 2011. Ah e por sinal, 2011, bate no 4 também... Hum, so ironic. Comecei o ano sabendo que não ia ser nada fácil, por isso tô tentando me reestabelecer rápido. Afinal, quem disse que ia ser fácil? Life is not easy... Bom, não sei se estou sendo pessimista demais ou somente realista. Quero poder tirar essa sensação de fracasso do peito, pra poder dizer que um dia valeu à pena eu levantar, e ter ido à luta de novo! Mas, como eu já disse... que preguiça disso tudo!  Por enquanto, já que uma porta se fechou, vou sair por aí procurando a minha janela.  What doesn’t kill us, makes us stronger! Or not. No meu caso.